Aposentadoria: sempre é tempo de pensar nela!

O rendimento obtido através da Previdência Social não será suficiente para garantir o estilo e qualidade de vida da maioria da classe média na aposentadoria. Pensando nisso, foram criados os fundos de Previdência Privada, que tem o objetivo de guardar a poupança de longo prazo que será usada para complementar a aposentadoria recebida através do INSS. E isso requer um esforço e disciplina pessoal para fazer a acumulação de recursos.

Quem começa cedo, por volta dos 18 anos, pode guardar valores pequenos regularmente e usar o juro composto a seu favor, fazendo o dinheiro acumulado render mais dinheiro ao longo do tempo e também escolher fundos com maior parcela em ações, procurando aumentar a  rentabilidade e se beneficiar do fator tempo na redução do risco, e no futuro ter o montante suficiente para cobrir as necessidades e desejos da velhice.

Já quem começa mais tarde, por volta dos 40 anos, deve guardar valores maiores se quiser acumular o mesmo montante que irá garantir a tão sonhada aposentadoria tranqüila e reduzir a parcela de risco, escolhendo fundos com maior percentual em renda fixa, pois não terão tempo de recuperar a poupança caso ocorra perda de valor no investimento em fundos que tem ações.

A previdência privada dá o benefício de escolha sobre qual será a tabela de tributação usada para o recolhimento de imposto de renda; qual o tipo da carteira de investimentos do fundo; isenção de IR sobre a carteira do fundo, o que valoriza mais a poupança acumulada; a possibilidade de portabilidade, que é a mudança de fundo sem pagamento de IR; e, no momento de receber a aposentadoria, a escolha da forma com que o fundo irá pagar os rendimentos.

Ao escolher o fundo, o investidor deve considerar a idoneidade da empresa gestora, para ter certeza de que ela estará no mercado até ele se aposentar; deve pensar em como gostaria de receber o benefício no futuro, porque isso impacta o valor total que ele deverá acumular; deve considerar seu tipo de remuneração hoje e a sua declaração de imposto de renda (quem tem renda tributável e faz a declaração completa de IR deve contribuir para fundos PGBL; quem faz a declaração simples ou é isento, deve investir em fundos VGBL); e deve considerar também os custos (taxa de carregamento, cobrada sobre o valor de depósito; taxa de administração, cobrada anualmente sobre a carteira do fundo; e taxa de saída, cobrada sobre resgates durante o período de acumulação), que reduzem o valor investido.

As pessoas acima de 50 anos devem prestar atenção ao tempo em que irão precisar do dinheiro, porque para períodos de poupança de até 6 anos, é recomendável utilizar outros instrumentos financeiros que tem a tributação menor do que os fundos de previdência privada, e os valores poupados devem ser ainda maiores do que na faixa dos 40 anos para se conseguir alcançar um montante razoável de complemento para a aposentadoria.

Mas não se engane, é cada vez menor o número de pessoas que se aposenta completamente, o que já acontece hoje e é uma tendência cada vez maior, é as pessoas mudarem de profissão ao longo da vida, começando uma nova carreira que tenha uma estrutura de trabalho diferente e menor carga horária, mas que mantém o fluxo de entrada de dinheiro na conta corrente.

Ao se programar para a aposentadoria, pense principalmente em qual é o estilo de vida que você gostaria de ter quando não puder mais trabalhar, e o por quanto tempo será esse período. Simulando o custo de vida por todo esse período você encontrará qual o montante de dinheiro que você precisará poupar para cobrí-lo.

Ao organizar a sua carteira de investimentos específica para a aposentadoria, não use apenas produtos de previdência, diversifique usando outros tipos de produtos financeiros, tanto em renda fixa como em fundos multimercados ou de ações, ou ações diretamente, se você se sentir confortável para fazê-lo. O importante é que todos os investimentos estejam de acordo com o seu perfil de risco e o quanto você tolera ter de risco na sua carteira de investimentos.

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Sobre Lavínia Martins, CFP®

Planejadora Financeira, autora e palestrante sobre Finanças Pessoais, possui a Certificação CFP® desde 2010, é ex-sócia da FinPlan Consultoria e Gestão Financeira, possui 12 anos de experiência no mercado financeiro, atuando com planejamento financeiro pessoal e gestão patrimonial, e 3 anos em finanças corporativas de multinacionais como Louis Dreyfus Commodities e Rohm and Haas Química (hoje parte do grupo Dow Química). Especialista em Gestão de Patrimônio Familiar pela Columbia University, com pós-graduação em Finanças pelo IBMEC-São Paulo/Insper e graduação em Administração de Empresas pela PUC-SP.
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