Previdência Privada: PGBL x VGBL

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Existem algumas outras modalidades de fundos de previdência privada, mas os mais conhecidos são o PGBL e o VGBL. Seguem alguns pontos para considerar ao escolher o seu fundo:

1⃣ PGBL:

  • É melhor para quem recebe salário ou pró-labore porque têm a possibilidade de diferimento de até 12% do valor de contribuição para o fundo sobre a base de cálculo do Imposto de Renda (IR).
  • O IR é cobrado sobre o valor total do fundo (valor acumulado + rendimento).

2⃣ VGBL:

  • É melhor para quem é profissional liberal ou tem renda de aluguel, pensão ou doação (quando a renda não tributada na fonte).
  • O IR é cobrado apenas sobre o rendimento do valor do fundo.

3⃣ Para os dois:

  • A carteira de investimentos do fundo pode ser 100% de Renda Fixa ou ter uma composição entre Renda Fixa com até 49% de Renda Variável. Ao escolher um fundo, veja qual é o mandato de investimento dele e veja se você tolera o risco. Escolha um produto que esteja de acordo com o seu perfil de tolerância ao risco.
  • Ao entrar no fundo você deverá escolher a tabela de IR (imposto de renda), existem 2 tabelas, Regressiva e Progressiva, e se não houver a escolha, a tabela que incide é a Progressiva.
  • O IR incide sobre resgates realizados durante o período de acumulação (enquanto você faz a poupança) e sobre o recebimento do benefício (quando você usa o dinheiro que juntou no fundo após a sua aposentadoria).
  • 1 mês antes do final do período de acumulação você deverá escolher a forma como quer receber o benefício, existem várias opções. É importante já tomar conhecimento delas antes de entrar no fundo para não ser pego de surpresa lá na frente. Você precisa ter conhecimento de quais são as suas opções de saída do fundo (como o fundo irá pagar o dinheiro que deve à você).
  • Fique atento aos custos: a taxa de carregamento é o custo que incide sobre o aporte (depósito) no fundo, a taxa de administração é cobrada sobre o patrimônio total do fundo, a taxa de saída é uma penalidade que você paga sobre o resgate durante o período de acumulação, e o percentual de distribuição do excedente financeiro é o quanto o quotista têm direito de receber sobre o rendimento da carteira do fundo (esta taxa é equivalente à uma taxa de performance cobrada nos fundos normais, mas descrita de outra forma). Nem todo fundo tem taxa de saída ou percentual de distribuição.
  • Estes fundos estão livres do “come-cotas”, o imposto de renda semestral que incide sobre a carteira dos fundos de investimento normais e que reduz a quantidade de cotas dos cotistas (os participantes do fundo).
  • Os produtos de previdência são para acumulação de dinheiro por um prazo longo, superior a 10 anos, portante não é aconselhável como produto de acumulação para pessoas que já estão próximas da idade de aposentadoria.

Sobre Lavínia Martins, CFP®

Planejadora Financeira, autora e palestrante sobre Finanças Pessoais, possui a Certificação CFP® desde 2010, é ex-sócia da FinPlan Consultoria e Gestão Financeira, possui 12 anos de experiência no mercado financeiro, atuando com planejamento financeiro pessoal e gestão patrimonial, e 3 anos em finanças corporativas de multinacionais como Louis Dreyfus Commodities e Rohm and Haas Química (hoje parte do grupo Dow Química). Especialista em Gestão de Patrimônio Familiar pela Columbia University, com pós-graduação em Finanças pelo IBMEC-São Paulo/Insper e graduação em Administração de Empresas pela PUC-SP.
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